CURSO: África em Artes: reflexões sobre um campo em movimento

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CURSO: África em Artes: reflexões sobre um campo em movimento

14 A 17/10/2019 – 09:00 / 12:00 - Bibliotheca Gonçalo Moniz da Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus.

Inscrições gratuitas, no primeiro dia do curso, no local. Vagas limitadas. Será fornecido certificado para quem alcançar 75% de frequência.

Profa. Dra. Juliana Ribeiro (PPG História – UNICAMP): (Re)significando os museus coloniais no continente africano: o caso do Museu do Dundo

Juliana Ribeiro da Silva Bevilacqua é historiadora, mestre e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo. É autora do livro Homens de Ferro. Os ferreiros na África central no século XIX (São Paulo: FAPESP; Alameda, 2011) e coautora do livro África em Artes (São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015). Atuou como pesquisadora em instituições como o Museu Afro Brasil, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e MASP. Foi professora visitante na Universidade de Los Andes - Colômbia, através do programa Connecting Art Histories (The Getty Foundation). Atualmente é professora colaboradora na linha de pesquisa Questões de arte não europeia no programa de pós-graduação em História da Unicamp.

 

Sobre o curso:

O curso tem como objetivo apresentar uma seleção de temas pertinentes à discussão e problematização do que se convencionou chamar de arte africana tradicional. Os temas propostos foram pensados de forma a estimular os alunos a pensarem criticamente sobre os lugares ocupados pelas produções artísticas africanas ao longo do tempo na história da arte, cujas implicações refletem no tratamento dado a elas nas coleções de museus, exposições e publicações especializadas.

Plano de aulas:

Aula 1 - Arte africana: uma introdução. A aula tem como objetivo apresentar um panorama da diversidade estilística e formal das produções artísticas africanas, tais como máscaras e estatuetas, buscando problematizar noções disseminadas pelo ocidente relacionadas à ideia de pureza e de autenticidade, que acabam por projetar as obras num passado fictício e imaginado.

Aula 2 - Mudanças de paradigmas na história da arte na África. A aula tem como objetivo discutir como o conhecimento de determinadas produções artísticas pelo ocidente entre fins do século XIX e meados do século XX foram fundamentais para a mudança de paradigma na história da arte africana ao revelarem ao mundo aspectos não antes cogitados ao se pensar a arte nesse continente. Terão destaques as produções de Nok, Igbo-Ukwu, Ifé e do antigo reino do Benim.

Aula 3 - “Anônima, não identificada, desconhecida...”: discutindo autoria na arte africana tradicional. A aula pretende discutir a questão da autoria na arte africana tradicional, desconstruindo a ideia de uma produção coletiva e sem espaço para a criatividade e invenção. Desde pelo menos a década de 1930, estudiosos como Frans Olbrechts e William Fagg, entre outros, tiveram papel de destaque no reconhecimento da “mão individual” do artista, inaugurando uma série de estudos sobre o tema.

Aula 4 - Arte africana no Brasil: algumas reflexões Apesar de constituídas de diferentes formas e muitas vezes em momentos distintos, as coleções de arte africana no Brasil compartilham concepções e apresentam diálogos desconhecidos do grande público. A aula discutirá algumas noções sobre arte africana que foram construídas de forma específica no país.