Máfricas

Ojú Oba: os olhos de Xangô. Assim é chamado o viajante e fotógrafo Pierre Fatumbi Verger, que entre os anos de 1975 e 1976 recolheu peças da África Ocidental, que posteriormente tornaram-se parte da Coleção Africana do MAFRO/UFBA.

O acervo é formado por duas coleções genericamente denominadas Africana e Afro-Brasileira. Na coleção de Cultura Material Africana, objetos africanos ligados as artes, religião, linguagens e saberes compõem o acervo que foi requalificado através de uma narrativa decolonizada sobre as peças apresentadas.

 

Durante uma viagem realizada por Verger à Nigéria e ao Benim em 1975, com o objetivo de adquirir peças para o acervo do MAFRO, foram comprados ao todo 254 objetos a partir de encomendas feitas diretamente a escultores e ferreiros locais, cujo critério de escolha era que tivessem um valor mais didático do que artístico e estivessem, de alguma forma, inseridas nas tradições a serem representadas no museu. Algumas das máscaras geledés do MAFRO foram criadas naquela ocasião especialmente pelo escultor beninense Casimir Lanigba, um antigo conhecido do fotógrafo.

 

A exposição “MÁFRICAS: AS ÁFRICAS DO MAFRO” conta com 4 núcleos temáticos: As Doze primeiras peças, linguagens, mulheres e afrofuturismo.

Projeto conceitual e curatorial da museóloga Graça Teixeira, coordenadora do Museu no período de 2011 a 2018 .

 
 
 
 
 
 
 
Imagem Ilustrativa: